FATORES DE RISCO PARA PREMATURIDDE
- univida

- 17 de nov. de 2025
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Além de ser responsável por 70% das morbidades e da mortalidade neonatal, a prematuridade pode ter repercussão na fase infantil e adulta. Isso porque há chances de apresentar sequelas, problemas neurológicos, diversas doenças e necessidade de internação.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define diferentes graus de prematuridade, de acordo com o tempo de gestação. São eles:
Extremamente prematuro: até 28 semanas;
Muito prematuro: entre 28 e 32 semanas;
Prematuro moderado a tardio: de 32 a 37 semanas de gestação.
As principais causas da prematuridade
Tabagismo;
Atividade física aumentada;
Uso de drogas ilícitas;
Mioma;
Estresse materno;
Gravidez múltipla;
Inserção baixa de placenta;
Ruptura prematura de membranas;
Colo uterino curto;
Infecções maternas;
Doença periodontal;
Diabetes gestacional;
Útero com malformações;
Cirurgias uterinas;
Pré-eclâmpsia (pressão arterial alta na gravidez);
Insuficiência Istmocervical (colo uterino frágil, que abre após o 4º mês de gravidez).
As causas inflamatórias, hormonais, emocionais e imunológicas também não podem ser descartadas.
Grávidas que já tiveram um parto prematuro espontâneo possuem, pelo menos, 25% de chance de repetir a prematuridade.
Medidas de prevenção do parto prematuro.
1- Inicie o pré-natal o mais rápido possível
O ideal é que a mulher procure um obstetra antes mesmo de engravidar, na chamada consulta pré-concepcional, em que o médico solicita exames, avalia o histórico de saúde e identifica condições como hipertensão, diabetes, infecções ou obesidade, que podem interferir na gestação, oportunizando o tratamento de forma antecipada.
Caso a gravidez já tenha iniciado, o acompanhamento deve começar o mais cedo possível para permitir a detecção e o controle de riscos, especialmente em mulheres com histórico de parto prematuro ou cirurgias no trato genital.
2. Faça o rastreamento e o tratamento de infecções
Infecções urinárias e genitais estão entre as principais causas de parto prematuro, mesmo quando não apresentam sintomas. Corrimento, coceira ou odor também merecem atenção, pois podem indicar vulvovaginites que precisam de tratamento imediato.
3. Realize o ultrassom morfológico do segundo trimestre
Esse é um dos exames mais importantes do pré-natal. Além de avaliar o desenvolvimento do bebê, ele também mede o comprimento do colo do útero, uma estrutura que funciona como “porta” do útero.
Isso é essencial, pois, quando o médico identifica que o colo é curto ou frágil, pode indicar medidas preventivas como uso de progesterona, cerclagem uterina (uma sutura que reforça o colo) ou pessário cervical (um dispositivo que ajuda a sustentar o colo do útero). São medidas simples, mas muito eficazes para reduzir o risco de parto antes da hora em mulheres predispostas.
4. Reconheça os sinais de trabalho de parto prematuro
Contrações regulares, dor abdominal, cólica, pressão pélvica, aumento de secreção vaginal ou perda significativa de líquido são sintomas que precisam ser avaliados imediatamente. Em ambiente hospitalar, é possível adotar medidas para inibir as contrações e administrar medicamentos que auxiliam na maturação pulmonar do bebê, principalmente em gestações com menos de 34 semanas, aumentando as chances de um desfecho positivo.
5. Mantenha hábitos saudáveis
Evitar cigarro, álcool e sedentarismo é essencial. Alimentação equilibrada, controle do peso e manejo de doenças crônicas fazem toda a diferença na prevenção. Esses cuidados, aliados ao pré-natal regular, ajudam a reduzir complicações e contribuem para uma gestação mais segura.
Fonte: Ministério da Saúde








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